sexta-feira
domingo
A pouco e pouco
Lembro-me de estar cansada. De rastos, mesmo. E pensar "nunca mais vou ter tempo de pintar as unhas. Ou arranjar o cabelo. Ou arranjar um look com piada..."
(para mim é sempre o pior ou o ótimo. Não há intermédios na minha vida!)
E a pouco e pouco (passado um 1 ano foi muito devagarinho, mas pronto...) começo a ver tempo fashion aqui para estes lados.
Se bem que estivemos em portugal durante 1 mês e não comprei nada!!! Pronto, só uma saia. Mas umazinha só!!!!! Mais nada!!!!!
Para o ano, quando voltarmos, vou com uma sede de compras que esvazio a Zara, a MNG e a Massimo Duti!!!!
sexta-feira
Adoro esta foto...
E sabemos que a nossa vida mudou quando vamos ver as fotos do facebook e do Instagram e desde Maio de 2013 que é só bebés bebés bebés!
quinta-feira
Acorda. Sorriso malandro. Põe os bracinhos no ar a pedir colo. À medida que vai passando pelos armários vai esticando os braços porque quer sempre qualquer coisa. Chamo a Celeste. Ela fica com ele enquanto me arranjo de manhã.
"Adeus Gui. Beijinhos. A mamã já vem."
Já não chora. É tão bom...
Trabalho, trabalho, trabalho.
Saio já cheia de saudades dele,
Chego a casa.
Almoço.
Ele acorda.
Mal põe os pés no chão...
Corre atrás do Roy para lhe agarrar o rabo. O Roy ladra. Ele acha piada. O Gucci rosna em apoio solidário. Gui começa a correr atrás do Gucci para lhe agarrar as orelhas. Grande confusão entre rosnares, ladrares e risos.
Silêncio.
Vou espreitar.
Gui está a desmontar a 3ª gaveta. Tudo pelo chão. Quando me vê ri-se e foge para o quarto.
Arrumo a gaveta rápido e vou ao quarto.
Está o computador a ser puxado por sua excelência que já consegue alcançar os primeiros 5 cm das mesas. Evito um desastre electrónico e craneal. Gui ri-se às gargalhadas e foge.
Vou atrás dele.
Sento-o à mesa. Dou-lhe o lanche. Quer porque quer pegar na colher. Lambusa-se todo. No final pega no copo do iogurte e despeja o pouquinho que ficou no fundo sobre ele. Ri-se às gargalhadas. Passa as mãos no sujo da t-shirt e leva à boca. Esfrega os olhos. Iogurte por todo o lado.
Ponho-o no chão. Lavo-lhe as mãos e a cara. Pega na minha mão e leva-me ao quarto dele.
Atira a bola. Chuto na bola. Vai em direcção à porta. Quer ir passear.
Vamos ao quintal.
Confusão maior: Strada aos saltos, Bé às voltas, os mais pequenos a ladrar. Strada só quer dar beijos ao bebé e o bebé não lhe liga nenhuma. Puxa a orelha da Bé, corre atrás do Gucci, afasta a Strada, puxa o rabo do Roy, até que vê a vassoura.
A vassoura!
Corre até lá. Sobe um degrau a custo e pega na vassora.
Hooooooras a brincar com a vassoura.
Dá com a vassoura nos carros, na Strada (como é matulona até ela acha piada), no chão, no portão, põe no ar, põe dentro do balde, põe...
Espera.
Balde! O Gui vê o balde. Com olhos de ver.
Despeja o balde. Atira-se para o chão. Mete as mãos na boca. Isto tudo em milésimos de segundos.
Todo molhado põe o balde debaixo da torneira a custo. Liga a torneira. Água por todo o lado. Balde caido de novo. Cães e gatos fogem todos!
Pego nele ao colo.
BERREIRO! Puxa, estica, bate, "Gui não faz isso", atira-se para trás, puxa de novo, mal entro em casa pouso-o no chão.
Ele levanta-se rápido e vai para o quarto dele. Vou lá ter. Mal chego foge com ar de traquinas. Escolho uma roupa do armário.
"BBBBBBBRRRRRRRRRRROOOOOOOOOONNNNNNNNNCCCCCCCCCC"
Cadeiras e mesinhas a serem arrastadas. Vou até à sala. Dispo-o mesmo ali. A roupa está encharcada. Visto-lhe roupa seca. Chora. Não gosta de ficar quieto.
Liberta-se de mim e continua nas mudanças dos móveis.
Levo a roupa para o cesto.
Silêncio.
Espreito para a sala e não o vejo. Vou à cozinha. Acabou de despejar a taça de água dos cães sobre ele. Ri-se às gargalhadas e foge.
Muda de roupa outra vez.
Espalho os brinquedos dele pelo chão e coloco o tapete da brincadeira. Livro rasgado. Comando da TV roido. Boneco de lado. Começa a bater com a colher de pau na TV.
Enquanto isto preparo o jantar.
Sento-o à mesa. Dou-lhe o jantar. Caos instalado. Roy e Gucci ficam no chão à espera do que vai caindo.
Limpo literalmente o jantar das mãos do Gui. Deixo-o andar mais um pouco à volta dos brinquedos. Rasga mais o livro. Roi mais o comando. Bate com as peças do xilofone no chão. Atira o cavalinho para longe.
Hora do banho. Água por todo o lado. Bebé feliz. Mãe encharcada.
Desliga as luzes. Ponho-o no berço. Mete-se comigo. Faz de esconde esconde. Tento manter a minha postura e não respondo à brincadeira. Dou-lhe festinhas para o acalmar. Dá saltos e ri à gargalhada. Contenho-me. Começa a arrancar o lençol. "Gui não faz isso!" Ri em forma de desafio e tira todo o lençol... e a capa do colchão... e fica só em cima do colchão.
Começa a chegar o sono.
Fica irritado. Começa a chorar. Dá-me o lençol. Chora mais um bocadinho com o lençol na mão.
"Agora ficas assim! O que é que a mãe disse?"
Faz-me uma festinha e dá-me um beijinho.
Fiz a cama. Deitou-se. Já dorme.
Parece um anjinho...
"Adeus Gui. Beijinhos. A mamã já vem."
Já não chora. É tão bom...
Trabalho, trabalho, trabalho.
Saio já cheia de saudades dele,
Chego a casa.
Almoço.
Ele acorda.
Mal põe os pés no chão...
Corre atrás do Roy para lhe agarrar o rabo. O Roy ladra. Ele acha piada. O Gucci rosna em apoio solidário. Gui começa a correr atrás do Gucci para lhe agarrar as orelhas. Grande confusão entre rosnares, ladrares e risos.
Silêncio.
Vou espreitar.
Gui está a desmontar a 3ª gaveta. Tudo pelo chão. Quando me vê ri-se e foge para o quarto.
Arrumo a gaveta rápido e vou ao quarto.
Está o computador a ser puxado por sua excelência que já consegue alcançar os primeiros 5 cm das mesas. Evito um desastre electrónico e craneal. Gui ri-se às gargalhadas e foge.
Vou atrás dele.
Sento-o à mesa. Dou-lhe o lanche. Quer porque quer pegar na colher. Lambusa-se todo. No final pega no copo do iogurte e despeja o pouquinho que ficou no fundo sobre ele. Ri-se às gargalhadas. Passa as mãos no sujo da t-shirt e leva à boca. Esfrega os olhos. Iogurte por todo o lado.
Ponho-o no chão. Lavo-lhe as mãos e a cara. Pega na minha mão e leva-me ao quarto dele.
Atira a bola. Chuto na bola. Vai em direcção à porta. Quer ir passear.
Vamos ao quintal.
Confusão maior: Strada aos saltos, Bé às voltas, os mais pequenos a ladrar. Strada só quer dar beijos ao bebé e o bebé não lhe liga nenhuma. Puxa a orelha da Bé, corre atrás do Gucci, afasta a Strada, puxa o rabo do Roy, até que vê a vassoura.
A vassoura!
Corre até lá. Sobe um degrau a custo e pega na vassora.
Hooooooras a brincar com a vassoura.
Dá com a vassoura nos carros, na Strada (como é matulona até ela acha piada), no chão, no portão, põe no ar, põe dentro do balde, põe...
Espera.
Balde! O Gui vê o balde. Com olhos de ver.
Despeja o balde. Atira-se para o chão. Mete as mãos na boca. Isto tudo em milésimos de segundos.
Todo molhado põe o balde debaixo da torneira a custo. Liga a torneira. Água por todo o lado. Balde caido de novo. Cães e gatos fogem todos!
Pego nele ao colo.
BERREIRO! Puxa, estica, bate, "Gui não faz isso", atira-se para trás, puxa de novo, mal entro em casa pouso-o no chão.
Ele levanta-se rápido e vai para o quarto dele. Vou lá ter. Mal chego foge com ar de traquinas. Escolho uma roupa do armário.
"BBBBBBBRRRRRRRRRRROOOOOOOOOONNNNNNNNNCCCCCCCCCC"
Cadeiras e mesinhas a serem arrastadas. Vou até à sala. Dispo-o mesmo ali. A roupa está encharcada. Visto-lhe roupa seca. Chora. Não gosta de ficar quieto.
Liberta-se de mim e continua nas mudanças dos móveis.
Levo a roupa para o cesto.
Silêncio.
Espreito para a sala e não o vejo. Vou à cozinha. Acabou de despejar a taça de água dos cães sobre ele. Ri-se às gargalhadas e foge.
Muda de roupa outra vez.
Espalho os brinquedos dele pelo chão e coloco o tapete da brincadeira. Livro rasgado. Comando da TV roido. Boneco de lado. Começa a bater com a colher de pau na TV.
Enquanto isto preparo o jantar.
Sento-o à mesa. Dou-lhe o jantar. Caos instalado. Roy e Gucci ficam no chão à espera do que vai caindo.
Limpo literalmente o jantar das mãos do Gui. Deixo-o andar mais um pouco à volta dos brinquedos. Rasga mais o livro. Roi mais o comando. Bate com as peças do xilofone no chão. Atira o cavalinho para longe.
Hora do banho. Água por todo o lado. Bebé feliz. Mãe encharcada.
Desliga as luzes. Ponho-o no berço. Mete-se comigo. Faz de esconde esconde. Tento manter a minha postura e não respondo à brincadeira. Dou-lhe festinhas para o acalmar. Dá saltos e ri à gargalhada. Contenho-me. Começa a arrancar o lençol. "Gui não faz isso!" Ri em forma de desafio e tira todo o lençol... e a capa do colchão... e fica só em cima do colchão.
Começa a chegar o sono.
Fica irritado. Começa a chorar. Dá-me o lençol. Chora mais um bocadinho com o lençol na mão.
"Agora ficas assim! O que é que a mãe disse?"
Faz-me uma festinha e dá-me um beijinho.
Fiz a cama. Deitou-se. Já dorme.
Parece um anjinho...
domingo
Porque as memórias de infância nos aquecem...
Fins de semana com Formula 1 ligada o dia todo.
A minha colecção de bichinhos de conta. Ir com o meu pai ao Zoo encontrar folhas de amoreira para os bichinhos.
As visitas ao mosteiro da Batalha com a minha avó.
As férias em Vila Nova. As férias em Monte Gordo.
Ouvir Diana Krall.
As competições com a minha melhor amiga sobre quem escrevia mais nas composições da escola.
Gravar músicas da Radio Cidade em cassetes e ouvi-las no meu walkman.
A minha mãe a fazer BRRRRRR na barriga da minha irmã.
As cartas longas que escrevia no Verão aos meus amigos.
Jogar voley.
As idas ao hospital para ver a minha mãe. E depois para ver o meu avô.
Os meus amigos do terraço.
Pretty Woman gravado em VHS.
Horas ao Game Boy a jogar Super Mario e Tetris.
Os recortes da Ragazza e da Bravo.
A minha avó ir buscar-me para almoçar em casa quando na escola era peixe.
Os passeios com os meus avós no Estoril.
A cataplana em família em Sesimbra.
Eurodisney com os meus pais.
Os jantares de sexta em que a minha mãe ia comprar salgados ao Califa.
Ficar sozinha em casa quando a minha irmã ficou internada.
Passar os cadernos a limpo nas férias escritos com canetas futura azul e vermelha.
A loucura dos Ficheiros Secretos.
Ir ao Zoo no aniversário da minha irmã.
Netinho em on o dia inteiro.
Ir com o meu avô comprar a bola de voley.
A Rosa e a marca que teve no nosso crescimento.
As férias em Londres com os meus avós.
Os canários amarelo e azul que tinham o nome dos principais da novela da altura. As minhas tartarugas. A Tucha, a gata mais meiga à face da terra. O Reguila que mordia toda a gente.
O baloiço de vila Nova.
Jogar ténis contra a parede. Ir buscar as bolas aos quintais vizinhos.
As bombas que o meu pai dava na piscina.
As aranhas características do campo.
As férias na Madeira com os meus pais e irmã.
Os amores não correspondidos.
Os meus diários.
As idas ao cinema nas Amoreiras como programa do dia.
Dançar com a minha prima.
Os fins de semana passados em casa dos meus tios.
As férias em casa dos avós do norte com a minha prima.
As compras no supermercado com a minha mãe.
Os bolicaos.
Os bolos que a minha avó trazia de mimo quando ia à rua.
A primeira vez que andei de autocarro.
As carteiras com o tampo que levantava na escola.
A guerra do golfo ser tema de conversa nos intervalos.
A máquina fotográfica que eu adorava. Andar atrás da minha avó para me comprar rolos para a máquina.
A mousse de chocolate da tia Isabel.
O arroz de pato da tia Orlanda que a minha irmã tanto gostava.
Os passeios com os meus tios aos fins de semana.
Quando os meus pais me contaram que ia ter um irmão... irmã.
Quando os meus pais me contaram que ia ter um irmão... irmã.
Quando a minha irmã nasceu. Quando a minha segunda irmã nasceu.
Quando conheci a Cristina. As cartas que escrevíamos uma à outra.
Os jantares em silêncio para se ouvir o telejornal. Mas sempre em família.
Os natais cheios de gente, primos, tios e tias, em casa da tia Zé ou da avó. Os natais que me fizeram gostar do natal.
Os natais cheios de gente, primos, tios e tias, em casa da tia Zé ou da avó. Os natais que me fizeram gostar do natal.
E podia continuar a escrever... escrever... escrever...
quinta-feira
Porque há pessoas que fazem toda a diferença na nossa vida... Parabéns mana :)
Conhecia-a num almoço de amigos. Estava sentada no sofá com a cara mais antipática à face da terra. Agora que a conheço aposto que estava cheia de fome!
Foi amor à primeira vista? Talvez não... mas foi daqueles amores que se vai gostando cada vez mais da pessoa à medida que se vai conhecendo as suas qualidades e os seus defeitos.
Vivemos juntas durante um ano, em condições difíceis, numa época em que tudo dava errado para as duas, ... tudo fluía para nos matarmos uma à outra.
Mas não! Pelo contrário.
Era ela que me fazia tantas vezes rir, achar que aquele dia afinal tinha valido a pena. A minha ouvinte... E se não estávamos na mesma divisão estávamos a falar pelo skype. Sempre. A toda a hora. 24/24h. E gostei cada vez mais dela.
Ao ponto de um dia perceber que há pessoas que entram na nossa vida e apesar de não terem o mesmo sangue, de não nos conhecerem há anos,... são família. Porque sabem mais de nós e conhecem-nos melhor do que qualquer outra pessoa.
Obrigada meu amor por teres aparecido na minha vida! Obrigada por todas as longas conversas. Pelas parvoíces. Por partilhares os mesmos gostos e as mesmas tontices. Angola valeu a pena por ti!
Feliz aniversário mana :)
terça-feira
Sabe bem voltar aqui :)
Esta é a imagem de fundo do meu PC há 1 mês!
E já só faltam 2 semanas para irmos de férias. Em modo família!!!!
ADORO!
Não me lembro de ti quando apareceste na minha vida. Não me lembro sequer do que senti. Lembro-me de estar cansada só por respirar. Lembro-me de ver o teu pai aflito como nunca o vi. Lembro-me de outras coisas menos importantes. Mas dessas não me lembro...
E depois fomos deixados assim... como que a sós. Tu e eu. E mais o mundo. Mas sobretudo tu e eu.
E foi complicado.
Tu choravas. E comias. E choravas. Não choravas muito, mas choravas... E eu estava com dores. E com frio. E cansada. Tão cansada... E tudo contigo demorava... Demoravas a beber o leite... a mamar... a trocar a fralda... o banho... meu deus, o banho!... Todos os cuidados e pormenores que me passaram tantas vezes ao lado.
Porque eu estava cansada. Dorida. E cheia de sono. Porque para além do cansaço que ficou de quando nasceste não consegui recuperar... e dormia menos... descansava menos... e tinha sempre tantas coisas a fazer... a preparar...
E foste crescendo. E eras lindo lindo lindo! Cada vez mais fofinho aos meus olhos. E foi crescendo assim o meu amor por ti. Devagarinho. À medida que as dores e o cansaço iam passando.
Passámos o Verão em Portugal. De novo... tu e eu! Sempre juntos. Sempre a aprender um com o outro. Descansámos os dois um bocadinho a cada dia. Crescemos.
E tivemos que voltar para esta terra que não nos diz nada, mas que é onde estamos.
E viemos.
Agora que olho para trás meu amor, meu anjinho, não te vou pedir desculpas. Porque sei que fui carinhosa contigo e dei-te todo o amor do mundo. Mesmo debaixo daquele cansaço e daquela frustração toda que sentia. De não ter controlo nenhum na minha vida. De ver todos à minha volta com as vidas normais e fantásticas e eu a ter que dar tanto de mim. A ter que te dar tudo. Com dores. E sem poder descansar. Aquele cansaço que me consumia.
Mas dei-te tudo o que conseguia tirar de mim.
E agora meu amor... agora que estou bem, agora que recuperei... que aprendi a viver contigo assim... sempre ao meu lado. Como equipa. Como parte de mim para sempre. Agora que me ensinaste que "tudo o que importava" pode ser posto de lado e preencher momentos em que não precisas tanto de mim. Agora que me ensinaste a fazer-te feliz e a dar-te o que precisas porque já interages comigo. Agora posso dizer que estou bem. Estou tão bem...
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