domingo

Aprendizagens

O meu filho aprendeu a mexer - por mexer digo subir o volume e constantemente por na MTV - no comando da televisao!

sábado

São 8:38 e...

... o meu filho já partiu um brinquedo, atirou duas cadeiras ao chão, pôs a mesa de centro da sala na outra ponta e já conseguiu irritar todos os cães e o gato que em segundos desapareceram todos da minha vista.

Tudo isto em 45 minutos!

Vamos ver como corre o dia.

Gosto dos dias que fluem...

Não gosto dos dias em que o tempo passa a correr, nem dos dias em que estás de 5 em 5 minutos a olhar para o relógio para ver se já são horas de dar jantar, ou banho, ou deitar...

Do que eu gosto mesmo é dos dias que fluem. Em que de repente "oh! Já são horas de fazer o jantar?!". "Oh! Já são horas de tomar banho!". "Oh! Já adormeceu?!"

Ontem foi um dia assim. E soube-me tão bem...

domingo

A pouco e pouco

Lembro-me de estar cansada. De rastos, mesmo. E pensar "nunca mais vou ter tempo de pintar as unhas. Ou arranjar o cabelo. Ou arranjar um look com piada..."

(para mim é sempre o pior ou o ótimo. Não há intermédios na minha vida!)

E a pouco e pouco (passado um 1 ano foi muito devagarinho, mas pronto...) começo a ver tempo fashion aqui para estes lados.

Se bem que estivemos em portugal durante 1 mês e não comprei nada!!! Pronto, só uma saia. Mas umazinha só!!!!! Mais nada!!!!!

Para o ano, quando voltarmos, vou com uma sede de compras que esvazio a Zara, a MNG e a Massimo Duti!!!!

sexta-feira

Adoro esta foto...


E sabemos que a nossa vida mudou quando vamos ver as fotos do facebook e do Instagram e desde Maio de 2013 que é só bebés bebés bebés!

quinta-feira

Acorda. Sorriso malandro. Põe os bracinhos no ar a pedir colo. À medida que vai passando pelos armários vai esticando os braços porque quer sempre qualquer coisa. Chamo a Celeste. Ela fica com ele enquanto me arranjo de manhã.
"Adeus Gui. Beijinhos. A mamã já vem."
Já não chora. É tão bom...
Trabalho, trabalho, trabalho.
Saio já cheia de saudades dele,
Chego a casa.
Almoço.
Ele acorda.
Mal põe os pés no chão...

Corre atrás do Roy para lhe agarrar o rabo. O Roy ladra. Ele acha piada.  O Gucci rosna em apoio solidário. Gui começa a correr atrás do Gucci para lhe agarrar as orelhas. Grande confusão entre rosnares, ladrares e risos.

Silêncio.

Vou espreitar.

Gui está a desmontar a 3ª gaveta. Tudo pelo chão. Quando me vê ri-se e foge para o quarto.

Arrumo a gaveta rápido e vou ao quarto.

Está o computador a ser puxado por sua excelência que já consegue alcançar os primeiros 5 cm das mesas. Evito um desastre electrónico e craneal. Gui ri-se às gargalhadas e foge.

Vou atrás dele.

Sento-o à mesa. Dou-lhe o lanche. Quer porque quer pegar na colher. Lambusa-se todo. No final pega no copo do iogurte e despeja o pouquinho que ficou no fundo sobre ele. Ri-se às gargalhadas. Passa as mãos no sujo da t-shirt e leva à boca. Esfrega os olhos. Iogurte por todo o lado.

Ponho-o no chão. Lavo-lhe as mãos e a cara. Pega na minha mão e leva-me ao quarto dele.

Atira a bola. Chuto na bola. Vai em direcção à porta. Quer ir passear.

Vamos ao quintal.

Confusão maior: Strada aos saltos, Bé às voltas, os mais pequenos a ladrar. Strada só quer dar beijos ao bebé e o bebé não lhe liga nenhuma. Puxa a orelha da Bé, corre atrás do Gucci, afasta a Strada, puxa o rabo do Roy, até que vê a vassoura.

A vassoura!

Corre até lá. Sobe um degrau a custo e pega na vassora.

Hooooooras a brincar com a vassoura.

Dá com a vassoura nos carros, na Strada (como é matulona até ela acha piada), no chão, no portão, põe no ar, põe dentro do balde, põe...

Espera.

Balde! O Gui vê o balde. Com olhos de ver.

Despeja o balde. Atira-se para o chão. Mete as mãos na boca. Isto tudo em milésimos de segundos.

Todo molhado põe o balde debaixo da torneira a custo. Liga a torneira. Água por todo o lado. Balde caido de novo. Cães e gatos fogem todos!

Pego nele ao colo.
BERREIRO! Puxa, estica, bate, "Gui não faz isso", atira-se para trás, puxa de novo, mal entro em casa pouso-o no chão.

Ele levanta-se rápido e vai para o quarto dele. Vou lá ter. Mal chego foge com ar de traquinas. Escolho uma roupa do armário.

"BBBBBBBRRRRRRRRRRROOOOOOOOOONNNNNNNNNCCCCCCCCCC"

Cadeiras e mesinhas a serem arrastadas. Vou até à sala. Dispo-o mesmo ali. A roupa está encharcada. Visto-lhe roupa seca. Chora. Não gosta de ficar quieto.

Liberta-se de mim e continua nas mudanças dos móveis.

Levo a roupa para o cesto.

Silêncio.

Espreito para a sala e não o vejo. Vou à cozinha. Acabou de despejar a taça de água dos cães sobre ele. Ri-se às gargalhadas e foge.

Muda de roupa outra vez.

Espalho os brinquedos dele pelo chão e coloco o tapete da brincadeira. Livro rasgado. Comando da TV roido. Boneco de lado. Começa a bater com a colher de pau na TV.

Enquanto isto preparo o jantar.

Sento-o à mesa. Dou-lhe o jantar. Caos instalado. Roy e Gucci ficam no chão à espera do que vai caindo.

Limpo literalmente o jantar das mãos do Gui. Deixo-o andar mais um pouco à volta dos brinquedos. Rasga mais o livro. Roi mais o comando. Bate com as peças do xilofone no chão. Atira o cavalinho para longe.

Hora do banho. Água por todo o lado. Bebé feliz. Mãe encharcada.

Desliga as luzes. Ponho-o no berço. Mete-se comigo. Faz de esconde esconde. Tento manter a minha postura e não respondo à brincadeira. Dou-lhe festinhas para o acalmar. Dá saltos e ri à gargalhada. Contenho-me. Começa a arrancar o lençol. "Gui não faz isso!" Ri em forma de desafio e tira todo o lençol... e a capa do colchão... e fica só em cima do colchão.

Começa a chegar o sono.

Fica irritado. Começa a chorar. Dá-me o lençol. Chora mais um bocadinho com o lençol na mão.

"Agora ficas assim! O que é que a mãe disse?"

Faz-me uma festinha e dá-me um beijinho.

Fiz a cama. Deitou-se. Já dorme.

Parece um anjinho...


domingo

Porque as memórias de infância nos aquecem...

Fins de semana com Formula 1 ligada o dia todo. 
A minha colecção de bichinhos de conta. Ir com o meu pai ao Zoo encontrar folhas de amoreira para os bichinhos. 
As visitas ao mosteiro da Batalha com a minha avó. 
As férias em Vila Nova. As férias em Monte Gordo. 
Ouvir Diana Krall.  
As competições com a minha melhor amiga sobre quem escrevia mais nas composições da escola. 
Gravar músicas da Radio Cidade em cassetes e ouvi-las no meu walkman. 
A minha mãe a fazer BRRRRRR na barriga da minha irmã. 
As cartas longas que escrevia no Verão aos meus amigos. 
Jogar voley. 
As idas ao hospital para ver a minha mãe. E depois para ver o meu avô. 
Os meus amigos do terraço. 
Pretty Woman gravado em VHS. 
Horas ao Game Boy a jogar Super Mario e Tetris. 
Os recortes da Ragazza e da Bravo. 
A minha avó ir buscar-me para almoçar em casa quando na escola era peixe. 
Os passeios com os meus avós no Estoril. 
A cataplana em família em Sesimbra. 
Eurodisney com os meus pais. 
Os jantares de sexta em que a minha mãe ia comprar salgados ao Califa. 
Ficar sozinha em casa quando a minha irmã ficou internada. 
Passar os cadernos a limpo nas férias escritos com canetas futura azul e vermelha. 
A loucura dos Ficheiros Secretos.
Ir ao Zoo no aniversário da minha irmã.
Netinho em on o dia inteiro. 
Ir com o meu avô comprar a bola de voley. 
A Rosa e a marca que teve no nosso crescimento.
As férias em Londres com os meus avós. 
Os canários amarelo e azul que tinham o nome dos principais da novela da altura. As minhas tartarugas.  A Tucha, a gata mais meiga à face da terra. O Reguila que mordia toda a gente. 
O baloiço de vila Nova. 
Jogar ténis contra a parede. Ir buscar as bolas aos quintais vizinhos.
As bombas que o meu pai dava na piscina. 
As aranhas características do campo. 
As férias na Madeira com os meus pais e irmã. 
Os amores não correspondidos. 
Os meus diários. 
As idas ao cinema nas Amoreiras como programa do dia. 
Dançar com a minha prima. 
Os fins de semana passados em casa dos meus tios. 
As férias em casa dos avós do norte com a minha prima.
As compras no supermercado com a minha mãe.
Os bolicaos. 
Os bolos que a minha avó trazia de mimo quando ia à rua.
A primeira vez que andei de autocarro.
As carteiras com o tampo que levantava na escola.
A guerra do golfo ser tema de conversa nos intervalos.
A máquina fotográfica que eu adorava. Andar atrás da minha avó para me comprar rolos para a máquina.
A mousse de chocolate da tia Isabel. 
O arroz de pato da tia Orlanda que a minha irmã tanto gostava.
Os passeios com os meus tios aos fins de semana.
Quando os meus pais me contaram que ia ter um irmão... irmã.
Quando a minha irmã nasceu. Quando a minha segunda irmã nasceu.
Quando conheci a Cristina. As cartas que escrevíamos uma à outra.
Os jantares em silêncio para se ouvir o telejornal. Mas sempre em família.
Os natais cheios de gente, primos, tios e tias, em casa da tia Zé ou da avó. Os natais que me fizeram gostar do natal.

E podia continuar a escrever... escrever... escrever...